A Conferência Habitat III e a necessidade do incentivo ao uso da bicicleta em nossas cidades

  • Artigo para a coluna “Unindo Ciclos” da UCB na Revista Bicicleta. Ver demais artigos aqui.
  • Edição: Nº 68 – Nov/2016
  • Autores: Guilherme Tampieri, Marcelo Cintra do Amaral e JP Amaral

Qual a relação entre bicicleta, moradia e redução de desigualdades mundiais? Como o ato de pedalar pode contribuir para alterar o padrão de consumo, a educação e para o direito à cidade? A União de Ciclistas do Brasil (UCB) acredita e defende que a bicicleta tenha potencial para contribuir com estes e outros tantos temas que compõem os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e com a própria Nova Agenda Urbana (NAU) tratados na Habitat III, a 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável.

Entre 17 e 20 de outubro de 2016, 30 mil pessoas de milhares de aglomerações subnacionais (cidades, vilarejos, assentamentos rurais e urbanos, etc) de 167 países estiveram em Quito para participar da Habitat III. Durante esses quatro dias, enquanto as sessões oficiais tratavam de debater os ODS e aprovar a NAU, dezenas de eventos paralelos, de toda natureza, aprofundaram os temas setoriais e provocaram o debate pelo direito à cidade e pela defesa da importância dos atores locais.

A razão para que países de todos os continentes busquem um acordo global é muito simples: desde 2008, mais da metade da população mundial reside em áreas urbanas. Em 1976, quando foi realizada a primeira Habitat, éramos 37,9% de urbanóides, subindo para 45,1% em 1996 (Habitat II) e atingindo 54,5% em 2016. Esse fenômeno, que continuará a aumentar a população urbana nos próximos anos (há projeções de 60% em 2030 e 66% em 2050), traz consigo uma série de problemas e conflitos nas mais diversas áreas, incluindo a mobilidade urbana.

A importância da mobilidade urbana em geral para melhorar as cidades foi tema de muitos stands e documentos, nas sessões oficiais e na programação paralela. Percebe-se significativa aceitação da ideia de que a bicicleta tem potencial para transformar as cidades, e os modos ativos também ocuparam seu lugar na NAU, mas a impressão geral que fica é que, para a maioria dos urbanistas, os processos de localização (habitação) ainda são vistos como mais importantes que os processos de mobilidade.

Além de eventos técnicos promovidos por instituições e governos, Quito foi palco de ações lúdicas, como o encontro de quatro super heróis urbanos em uma praça, pedaladas noturnas com mais de 300 ciclistas, feiras de produtos locais e sustentáveis, tribunais de ações de despejo de ocupações urbanas e encontros políticos, sendo um deles com a presença do geógrafo americano David Harvey, crítico ferrenho ao sistema capitalista e à própria Habitat III. Estas criativas ações se juntaram a um grande contraevento denominado Resistencia Habitat III.

Entendemos que esta diversidade de camadas foi a principal riqueza do encontro, pois permite de fato as conexões entre os acordos globais e o vivido local, entre os diversos atores, instituições e interesses e, principalmente, entre os temas e setores transversais, como é o caso da mobilidade urbana, do andar e do pedalar.

A despeito de diversos especialistas defenderem a utilização de altíssimas tecnologias, como a de carros elétricos e autônomos (sem motoristas), para resolver problemas de mobilidade urbana, a simplicidade do caminhar e do pedalar, medidas simples e que não envolvem tecnologias “Hi-Tech” e altos investimentos, foram colocadas como parte das soluções aos problemas urbanos. Para além do planejamento de longo prazo, as  cidades do futuro precisam ser construídas também por debates, medidas e gestão imediatas, de curto e médio prazo. Ou seja, para termos cidades do futuro inclusivas, democráticas e justas, é preciso agir sobre o agora, o presente, e poucos elementos podem ser mais eficazes e efetivos para tal do que a bicicleta, usada como modo de transporte, instrumento de empoderamento e autonomia e ocupação do espaço publico.

Compreendendo a capacidade da bicicleta de promover a organização do espaço por meio de uma visão de justiça social e relações sociais mais humanas, a UCB construiu o documento – A bicicleta como promotora dos 17 ODS, inspirado em texto feito pela ECF (Federação Europeia de Ciclistas), que conectava o uso da bicicleta aos ODS, trazendo algumas reflexões específicas da realidade brasileira. Estes documentos serviram de base para um dos poucos debates focados exclusivamente na bicicleta, o painel Cidades Ativas e Acessíveis, promovido pela ECF e com participação de associados da UCB.

 

Foi na camada da resistência que o uso da bicicleta e do andar a pé teve maior destaque, com a mesa organizada pelo coletivo equatoriano Carishinas en Bici, quando foram apresentadas, majoritariamente por mulheres, inúmeras iniciativas de movimentos e organizações sociais que promovem a mobilidade ativa no mundo, especialmente na América Latina.

 

Por fim, vale destacar que o direito à cidade, bastante debatido durante a Habitat III, é um conceito que precisa ser discutido socialmente, de forma aberta e inclusiva. É preciso que nós, integrantes de movimentos e organizações sociais, lutemos por seu verdadeiro sentido com as agendas que defendemos, com as lutas que travamos na urbes e com o senso de que o direito à cidade passa, necessariamente, pelo diálogo e a construção coletiva entre pessoas, individualmente ou organizadas em movimentos, associações, etc e instituições públicas, de forma transescalar, partindo do indivíduo, enquanto agente social, até a comunidade internacional.

 

AGENDA DA CICLOMOBILIDADE

- 08 e 09/11 – Ruedalab – Congreso Latinoamericano sobre ciclismo urbano – Bogotá/Colômbia

- 11 a 14/11 – Fórum Nordestino da Bicicleta – Fortaleza/CE

- 12 a 13 de novembro – I Encontro Catarinense de Cicloturismo – Timbó/SC
- 17 a 19 de novembro – Scientists for Cycling Colloquium – Aveiro/Portugal
- 20 de novembro – Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito

- 1, 2 e 3 de dezembro – BH BiciFest 2016 – Belo Horizonte/MG
Mais detalhes em www.uniaodeciclistas.org.br/agenda

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É momento de contribuir com a UCB! Vamos colaborar!?

Desde 2014, a UCB tem expandido muito sua atuação em projetos próprios e em parcerias, o que gera um aumento nas atividades cotidianas.

Histórico: entendendo a importância de sustentar financeiramente essa expansão, em outubro daquele ano, aprovamos novas formas para a Contribuição Financeira dos Associados. Em dezembro/14, fizemos nossa primeira campanha de arrecadação coletiva e deu certo (veja a prestação de contas de 2014 e 2015 )!

Detalhes do Processo: pessoas (Associados Indivíduos), não necessitam contribuir financeiramente, mas a UCB aceita e estimula tais contribuições, de forma a garantir que a Instituição possa seguir rotinas administrativas e participar de projetos, pública e coletivamente decididos pelas próprias associadas, e ações que são positivas à promoção do uso da bicicleta no nosso país.

Para contribuir é simples. Acesse ESSE LINK.

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É dia de celebrar os nove anos de UCB!

Hoje, dia 24/11, a UCB – União de Ciclistas do Brasil completa nove primaveras, outonos ou verões e invernos, do dia em que foi fundada!

Relembre aqui, com nostalgia!

Um, dois, cinco, sete, oito, nove anos se passaram. Ao longo de todos esse tempo (quase uma década!), essa jovem instituição amadureceu internamente, promoveu laços entre pessoas e organizações, se conectou a várias outras instituições e redes, criou e aperfeiçoou mecanismos de democratização e transparência para planejamento, gestão e acompanhamento, desenvolveu e participou de campanhas, projetos, eventos e ações, sempre conectando a bicicleta ao direito que todas e todos nós temos: o direito à cidade.

Agora, nesse dia especial, celebremos não somente o aniversário da UCB, mas mais um dia em que milhões de brasileiras e brasileiros estão nas ruas, avenidas, ciclovias, ciclofaixas, Zonas 30, estradas e outros tantos lugares com suas bicicletas.

Quer saber mais sobre a UCB? Navegue pelo nosso site e acesse nosso portal da transparência!

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Bicicleta nos Planos, UCB, o RuedaLab e a integração latino-americana

Nos dias 8 e 9 de novembro, em Bogotá, na Colômbia, aconteceu o RuedaLab, o primeiro Congresso Latinoamericano sobre Ciclismo Urbano.

Lá, Guilherme Tampieri, integrante da equipe da campanha Bicicleta nos Planos, apresentou parte da campanha e o relatório “Como está a Bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana no Brasil?”, desenvolvido como produto da campanha, que é realizada pela rede Bike Anjo, Transporte Ativo e UCB – União de Ciclistas do Brasil.

Como foi?

Iniciando-se no dia 8 de novembro, o Congresso teve a participação, nos dois dias, de mais de 100 pessoas.

Ao longo de dois dias, foram apresentados quase 30 experiências de instituições acadêmicas, organizações de ciclistas, pesquisadores, prefeituras e também do BID.

Os trabalhos foram desde experiências públicas de promoção do uso da bicicleta, em termos de gestão, até trabalhos sobre desenho industrial para desenvolver políticas de mobilidade por bicicleta mais cicloinclusivas. Entre essa gama enorme de apresentações, esteve o relatório “Como está a Bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana no Brasil?”.

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Aqui você encontra mais fotos do RuedaLab.

O relatório:

Após quase 1 ano de campanha, elaboramos o Relatório “Como está a Bicicleta nos Planos?” para compartilhar os resultados e aprendizados de toda campanha, desde as ferramentas utilizadas pelas organizações locais participantes da campanha até uma avaliação de alguns Planos de Mobilidade Urbana no Brasil, de modo a entender qualitativamente se a bicicleta está de fato presente nestes planos.

O Relatório possui alguns objetivos, dentre os quais vale destacar:

– Reunir informações sobre os Planos de Mobilidade Urbana (PMU) existentes no Brasil a respeito do uso de bicicletas;

– Compartilhar desafios enfrentados e lições aprendidas para a realização do projeto, tanto em relação ao Guia quanto em relação à campanha online e às atividades realizadas localmente.

Além desses, o Relatório, se somado ao Guia “Incluindo a Bicicleta nos Planos”, é uma fonte rica de informações, dados e processos que subsidiam tanto a inclusão da bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana como a avaliação do conteúdo dos Planos existentes no Brasil.

A UCB no RuedaLab

Durante o Congresso, podemos conhecer ainda mais experiências, iniciativas e pessoas que vêm, em várias partes da América Latina, promovendo o uso da bicicleta como modo de transporte em suas cidades, estados, regiões, países e em escala latinoamericana também. Nesse processo, a UCB foi convidada a inscrever e apresentar a campanha Bicicleta nas Eleições, recém realizada, no México, durante o 6º Fórum Mundial da Bicicleta.

Além desse reconhecimento, por inúmeras vezes, o Brasil, através da UCB, foi citado como o único país da América Latina que possui uma Associação/Federação nacional de ciclistas que continua, regularmente, suas atividades, campanhas e projetos.

Foi importante também a troca com o Subsecretário de Mobilidade da Argentina, para entender como vem sendo promovida nacionalmente a mobilidade ativa naquele país.

Por lá, também tivemos a oportunidade de avançar no discurso da necessidade de se ter uma (ou várias) organização latino-americana de ciclistas, como espaço para ser um espaço de intercâmbio de dados, práticas, experiencias cognitivas e outras tantas possibilidades, bem como também ser um agente de defesa, promoção e incentivo ao uso da bicicleta na região.

Além do Brasil, estavam presentes pessoas da Argentina, Colômbia, Chile, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e México.

¡¡¡ Vale lembrar que no próximo dia 24 de novembro a UCB completará nove anos !!!

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Roda de conversa no intervalo do RuedaLab

O que se pode esperar do RuedaLab?

É interessante pensar que o RuedaLab tem potencial para ser uma plataforma de pesquisa e intercâmbio de informações, dados, metodologias e boas práticas, conectadas a algum produto, sobre o uso da bicicleta como modo de transporte na América Latina.

Por quê? Recentemente, a América Latina como um todo vem produzindo estudos sobre esse tema, mas eles são, ainda, raros, generalistas e as metodologia são pouco (re)aplicáveis em outros lugares que não o país, região, estado ou cidade no qual foi produzido.

Estudos precisam ter dados, indicadores, pesquisas de percepção e outras fontes -informações para serem feitos. Aí temos um outro problema na América Latina: a incipiente produção de dados. Há cidades, como Santiago, Bogotá, Belo Horizonte e outras tantas, as quais há centenas de dados sobre mobilidade (um pouco menos sobre o uso da bicicleta, mas há), mas de forma geral, ainda carecemos de dados mais profundos e que digam respeito à percepção e desejos de quem pedala e sobre investimentos (causas e consequências) financeiros, materiais e humanos nas políticas de promoção e incentivo ao uso da bicicleta.

Mais recentemente ainda, tem se dado a produção de trabalhos acadêmicos no nível da graduação, mestrado e doutorado. No entanto, ainda são poucas as pessoas que se dispõem a estudar o uso da bicicleta nas diversas áreas de conhecimento com as quais o assunto pode se conectar (Logística Urbana, Engenharias, Saúde, Geografia, Histórica, Psicologia, Arquitetura e Urbanismo, Design, Educação Física, Gestão, Ciências Políticas, Relações Internacionais, etc) e na conexão entre elas (inter e multidisciplinaridade).

Ainda que exista tal produção, uma outra lacuna que se tem na América Latina é a troca de perspectivas sobre esses estudos (revisões bibliográficas, análises, produções de artigos analíticos), que podem se dar em ambientes virtuais ou presenciais (como o RuedaLab em Bogotá).

Nesse sentido, compreendo que há ainda se necessita:

  1. Construir e definir, coletiva e colaborativamente, as múltiplas identidades do RuedaLab (social, política, de visão, de missão, etc);
  2. entender melhor sobre as funções e o papel que este grupo de pessoas e organizações quer desenvolver;
  3. buscar mais articulações na América Latina, especialmente em áreas e grupos historicamente excluídos e negligenciados dos processos de construção política, econômica e social;
  4. criar espaços de fala para esses grupos dentro do RuedaLab e seus eventos;
  5. articular com novos atores que vêm atuando na promoção do uso da bicicleta como modo de transporte nos diversos setores sociais, especialmente na sociedade civil organizada (movimentos sociais, institutos de pesquisa, associações , etc);
  6. ter uma agenda de ações minimamente estabelecida de forma conjunta, no sentido de dar sustentabilidade institucional.

Tais dados, estudos e informações, se produzidos, discutidos, reavaliados e compartilhados com a sociedade, são insumos para aumentar a transparência da gestões públicas sobre o planejamento e gestão das políticas públicas, detectar irregularidades e falhas nesse processo, contribuir na formulação de programas, projetos e medidas específicas e na compreensão do empenho de recursos públicos e privados, em termos materiais, financeiros e orçamentários, além de possibilitar o monitoramento de progressos ou estagnação por parte dos diversos níveis de governo existentes na região.

+ Informações

O que é o RuedaLab?

É uma plataforma, a nível latino-americano, que tem como fim o compartilhamento e a troca de visões, conhecimentos, habilidades, experiências e boas práticas sobre o uso e a promoção da bicicleta como modo de transporte na região.

missão do RuedaLab é consolidar um espaço onde se incentive o uso da bicicleta como modo de transporte na escala latino-americana, que tem como visão ser um encontro anual que crie bases sólidas para a tomada de decisões e de planejamento nas cidades latino-americanas para o uso massivo da bicicleta.

Qual o público-alvo?

O RuedaLab está direcionado a pesquisadores, acadêmicos e tomadores de decisões para que esses tenham mais acesso a informações e as considerem durante o planejamento e a execução de projetos correlatos à bicicleta como modo de transporte.

Nesse link você encontra o estatuto do RuedaLab, em espanhol, que está em processo de construção/reavaliação.

“Me interessei! Quero fazer parte.” Saiba como:

A quem se interessou pelo que foi apresentado do RuedaLab, é possível entrar em contato com via info@ruedalab.net. Agora que o Congresso passou, é preciso escrever para esse e-mail solicitando informações de como fazer parte do Comitê, saber sobre futuros eventos (não há nada marcado, por ora!), enviar artigos acadêmicos, pesquisas e participar de outras formas.

Mídias sociais do RuedaLab
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Fórum Nordestino da Bicicleta 2016: a bicicleta como instrumento de transformação social em pauta

  • Artigo para a coluna “Unindo Ciclos” da UCB na Revista Bicicleta. Ver demais artigos aqui.
  • Edição: Nº 67 – Out/2016
  • Autores: Ciclovida (Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza)

Reafirmar o uso da bicicleta no Nordeste e dialogar sobre transformações que a magrelinha vem promovendo na cidade e no cotidiano das pessoas nos últimos anos: esses são dois dos pilares do Fórum Nordestino da Bicicleta 2016, FNEbici 2016, que acontece entre os próximos dias 11 e 14 de novembro. Caracterizado como momento de aprendizagem sobre mobilidade urbana na Região e de interação entre os participantes, ele será realizado em Fortaleza, Ceará.

Organizado por seis associações cicloativistas – Ameciclo (Recife/PE), Acirn (Natal/RN), Ciclomobilidade (Maceió/AL), ONG Ciclourbano (Aracaju/SE), Ciclovida (Fortaleza/CE), Mobicidade Salvador (Salvador/BA), com apoio da UCB – União de Ciclistas do Brasil, entidade a qual todas são associadas – o evento chega à sua segunda edição. Nela, serão discutidos, em meio a outros temas, de forma especial, a bicicleta como instrumento de mudanças sociais. Para tal, pessoas com mobilidade reduzida e mulheres vão falar das experiências vivenciadas sobre as duas rodas e de como esse uso repercutiu em mudanças de hábitos e cultura para elas e para os que as rodeiam.

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Dia Mundial Sem Carro, bicicleta, gênero, desvelocidades, eleições e ativismo: a confluência de agendas contemporâneas

  • Artigo para a coluna “Unindo Ciclos” da UCB na Revista Bicicleta. Ver demais artigos aqui.
  • Edição: Nº 66 – Set/2016
  • Autores: Marcelo Cintra do Amaral e Guilherme Tampieri associados à UCB desde 2014

Chegou mais um Dia Mundial Sem Carro – DMSC, iniciativa que surgiu na França, em 1997, e que desde então se expande por cidades do mundo todo, chegando ao Brasil no início dos anos 2000. Uma ideia simples – deixar seu carro em casa por um dia, caso você o tenha -, é motivadora de debates, campanhas e outras ações criativas e educativas que querem provocar a reflexão e mudança de atitude.

Nos últimos anos, poucas realidades urbanas conseguiram ter algum tipo de resposta efetiva ao dia sem carro, mas ele influenciou conceitos mais complexos como bairros ecológicos (ecobairros) e car free, termo que nomeia grupos ativistas mundo afora. Cidades sem carro ainda são consideradas utopia pela maioria das pessoas, apesar de existirem muitas por aí e esta semente de utopia começa a querer brotar no Brasil, quando percebemos que a política nacional de mobilidade traz o marco legal para vários instrumentos de restrição de circulação dos carros, antes impossíveis de virarem realidade.

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Conheça o relatório “Como está a bicicleta nos Planos?”

Esta no ar mais um produto que pode contribuir para o planejamento e a gestão da política de mobilidade urbana por bicicleta na sua cidade!

O que é? O Relatório “Como está a Bicicleta nos Planos?”!

O que tem nele? Resultados e aprendizados de toda campanha #BicicletanosPlanos, desde as ferramentas utilizadas pelas organizações locais participantes da campanha até uma avaliação de alguns Planos de Mobilidade Urbana no Brasil, de modo a entender qualitativamente se a bicicleta está de fato presente nestes planos.

A campanha, lançada em dezembro de 2015, está sendo realizada pela rede Bike Anjo​, Transporte Ativo​ e UCB – União de Ciclistas do Brasil​ com patrocínio do ICS – Instituto Cicla e Sociedade. O objetivo dela é orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais, gestores e decisores políticos, para a INCLUSÃO DA BICICLETA, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção NOS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA, conforme previsto na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012). 

Neste e-mail, temos o prazer de lhe apresentar, de forma inédita, o Relatório “Como está a bicicleta nos Planos?“, produzido com os resultados desses quase 10 meses de campanha, realizadas, inicialmente, em 10 cidades. Passado esse primeiro período da campanha, hoje já somam-se 21 cidades.

O Relatório, se somado ao Guia “Incluindo a Bicicleta nos Planos”, serve como uma fonte rica de informações, dados e processos que subsidiam tanto a inclusão da bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana como a avaliação do conteúdo dos Planos existentes no Brasil.

Para baixar o Relatório, clique AQUI.
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Financiamento coletivo para o II FÓRUM NORDESTINO DA BICICLETA

Vem aí  FNEbici 2016, o Fórum Nordestino da Bicicleta, e você pode fazer parte dessa!

No último dia 21, foi lançado o financiamento coletivo do FNEbici 2016 (CLIQUE AQUI PARA ACESSÁ-LO), o Fórum Nordestino da Bicicleta, que será realizado em Fortaleza – CE entre os dias 11 a 14/11/16 e do qual UCB é apoiadora. 

Com a campanha, pretende-se (precisa-se!) arrecadar R$ 15 mil, valor necessário para custear as atividades e demais gastos do evento, que será realizado sem patrocínio financeiro para além deste financiamento. Os valores iniciam-se com R$ 15 e os brindes vão desde squeeze até paraciclos e aulas de Bike ao Trabalho (exclusivos para empresas e instituições de Fortaleza).

Organizado voluntariamente por pessoas engajadas nas seis associações ciclísticas nordestinas, Ameciclo (Recife/PE), ACIRN (Natal/RN), Ciclomobilidade (Maceió/AL), ONG Ciclo Urbano (Aracaju/SE), Ciclovida(Fortaleza/CE), Mobicidade Salvador (Salvador/BA), com apoio da UCB – União de Ciclistas do Brasil e que conta com a mão na roda de outros grupos pedalantes, a exemplo das Ciclanas (Fortaleza/CE), o FNEbici é totalmente gratuito e aberto à participação de qualquer pessoa. Optamos pelo financiamento colaborativo, dentre outras razões, pelo fato de valorizarmos as construções coletivas e independentes da sociedade civil. Clica e chega junto com a gente!

Sua ajuda é mais que importante: ela é a chave de tudo. FNEbici 2016. Participe!

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Mobilidade ativa em pauta – Diálogo compartilha experiências do tema durante as Eleições 2016

Com transmissão em tempo real, o hangout acontece nesta segunda, 26, das 20 horas às 21h30min. André Soares, Silvia Stuchi e entidades assessoradas pela Campanha Bicicleta nas Eleições comandam o bate-papo

Compartilhar as experiências nacionais da Campanha Bicicleta nas Eleições e de São Paulo acerca da mobilidade a pé durante este período eleitoral. É com este mote que acontece nesta segunda, 26, das 20 horas às 21h30min, o Hangout “A Incidência da Sociedade Civil na inclusão da Mobilidade Ativa no Debate Eleitoral”. Organizado pela coordenação da Campanha e em parceria com o Instituto Corrida Amiga, o encontro virtual será aberto ao público e com transmissão em tempo real.

Durante o momento, que pretende  por meio da troca de ideias dos coletivos que promovem o uso da bicicleta e do andar a pé mostrar de que forma a discussão sobre a mobilidade ativa tem sido feita localmente, bem como ) perspectivas futuras acerca dos modos de deslocamento envolvidos neste dois universos.

André Soares, coordenador de articulação da Bicicleta nas Eleições e diretor-presidente da União de Ciclistas do Brasil(UCB), Silvia Stuchi, fundadora do instituto Corrida Amiga, e cidades assessoradas vão comandar o  Hangout “A Incidência da Sociedade Civil na inclusão da Mobilidade Ativa no Debate Eleitoral”, que conta também como tempo para perguntas dos espectadores.

Para saber mais, acompanhe nossa Fanpage e curta nosso perfil Instagram (@uniaodeciclistas). Conheça também o canal de notícias da União de Ciclistas do Brasil, responsável pela Campanha Bicicleta nas Eleições, no Telegram (@uniaodeciclistas).

SAIBA MAIS

UNIÃO DE CICLISTAS DO BRASIL

A UCB – União de Ciclistas do Brasil é uma organização da sociedade civil que congrega Associações de Ciclistas, ciclistas e outras entidades e pessoas interessadas em promover o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte,  nas regiões urbanas e rurais, assim como a mobilidade sustentável.

Criada em 2007 com a finalidade de organizar a pauta de discussões e intervenções em nível federal por meio da incidência política, tem como principais objetivos promover o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte nas regiões urbanas e rurais, congregar e representar organizações de todo o território brasileiro que atuem na promoção da mobilidade ciclístic e reunir e dispor informações voltadas ao subsídio de atividades dos seus associados e da sociedade em geral que promovam a mobilidade ciclística, entre outros.

CORRIDA AMIGA

Fundada em 2014, a Corrida Amiga é uma rede de voluntários que inspira as pessoas a trocarem o carro pelo tênis. Como base de suas crenças sobre mobilidade urbana a pé, as experiências de liberdade e autonomia que o transporte a pé proporciona e a transformação na relação da pessoas com a cidade por meio deste modo de se deslocar.

Entre os incentivos da Corrida Amiga para conscientização acerca da importância da utilização dos pés como meio de locomoção, otimização do tempo, melhorias na saúde, economia financeira e contribuição ao meio ambiente. Acesse a Fanpagee saiba mais sobre a iniciativa.

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Vem aí a #SemanaMultimodal! Saiba como participar dessa campanha pela Mobilidade Ativa no Brasil

O Instituto Corrida Amiga, com apoio da UCB, Bike Anjo, Mobilize e outras tantas instituições, promoverá a #SemanaMultimodal convidando as pessoas a experimentarem um meio de transporte diferente a cada dia, com prioridade aos modos ativos e transporte público coletivo.

A ideia é que entre os dias 19 a 23 de setembro – a partir dos diferentes modos de ir e vir – as pessoas se coloquem em múltiplas perspectivas: do pedestre ao ciclista, do ciclista ao usuário do transporte coletivo, do motorista ao passageiro. Queremos estimular e promover a experimentação de formas diversas de se deslocar pelos municípios do Brasil.

Participando da #SemanaMultimodal, você terá e todas nós teremos uma oportunidade de redescobrir nossos caminhos, nossos bairros e a própria cidade, por meio do caminhar, da bicicleta, da janela do ônibus, do compartilhamento de trajetos e de novas conexões.

Confira a seguir formas de participar da campanha Semana Multimodal 2016:

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