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Encontro entre a promoção da bicicleta no Brasil e a ONU

No último dia 3 de agosto, na Alemanha, Aline Cavalcante, integrante DoGangorra, se encontrou com Patricia Espinosa, Secretária Executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em inglês).

Na oportunidade, Aline e Patricia dialogaram sobre partes da Nova Agenda Urbana (N.A.U.) – e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a conexão desses dois marcos ambientais, políticos e sociais com o uso da bicicleta como parte da mobilidade urbana – e rural – nos municípios brasileiros.

A N.A.U. e os ODS foram oficialmente divulgados para o mundo durante a Conferência das Partes (COP21) de Paris e institucionalizados por meio do Acordo de Paris, que já está disponível em português.

Aline, com contribuições de várias organizações e pessoas, redigiu e entregou o “Manifesto pela Mobilidade Ativa” (ou Manifest for active mobility em inglês) com objetivo de mostrar a importância da mobilidade ativa (de usar a bicicleta e do caminhar) como meios de se reduzir as emissões de gases de efeito estufa e de poluentes locais em cidades do mundo todo.

O Manifesto, que pode ser baixado AQUI, traz alguns compromissos que, pelo menos, 10 organizações da sociedade civil do Brasil firmaram. Entre eles contribuir para: a garantia que as ruas sejam espaço de vida e não de desastres, com a redução das emissões de gases de efeito estufa e poluentes locais, a inclusão social e outros.

Além do Manifesto pela Mobilidade Ativa, Aline entregou a Patricia dois documentos importantes que têm circulado no Brasil:

  1. O documento A bicicleta como promotora dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no contexto brasileiro (https://goo.gl/dNZpZw), produzido pela UCB;
  2. O Manifesto pelas Desvelocidades (https://goo.gl/wLk38W), desenvolvido pelo coletivo Desvelocidades.red.

O documento da UCB, inspirado no da Federação Europeia de Ciclismo – ECF -, contempla uma visão de como a promoção de políticas públicas para a bicicleta e o uso deste modo de transporte têm impacto direto e indireto nos 17  ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Um dos pontos altos da conversa foi a alegria da representante da ONU em saber que há instituições da sociedade civil se articulando e agindo para colocar em prática os ODS e a N.A.U no que tange à melhoria de vida nas cidades, mesmo frente ao enorme lobby de indústrias ligadas aos combustíveis fósseis e montadoras para que nossas ruas tenham cada vez mais automóveis, motos e outros veículos individuais motorizados (e menos bicicletas).

Segundo Aline, “para fins de ativismo e negociação, foi uma abertura necessária, muito importante, que contribuiu para ela saber que a sociedade civil está olhando para esse debate e está próxima dele. Para nós, ativistas, também é importante saber que a Patricia, representando a ONU, tem interesse em apoiar iniciativas que lidam com os temas a nossa conversa.”

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Na foto, Aline entregando o Manifesto para Patricia.

CONEXÃO: em novembro, Patricia estará no Brasil para entrega do prêmio WhatDesignCanDo. Saiba mais sobre o prêmio e como você pode participar: http://www.whatdesigncando.com/challenge-2017/climate-action/.

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A bicicleta como parte das ações locais pelo clima

“As Nações Unidas estimam que 91% da população brasileira viva em regiões urbanas nos próximos três anos – no último Censo, de 2010, o índice era de 84%. Esse processo, acelerado e irreversível, proporciona aos governos locais o protagonismo no enfrentamento às mudanças climáticas e, consequentemente, a responsabilidade pela preservação do nosso futuro. O impacto global das ações locais deve estar prioritariamente na pauta das cidades. E é neste contexto que este Guia de Ação Local pelo Clima se impõe.”

O objetivo do Guia é  “auxiliar a ação concreta do poder público municipal nessa empreitada climática. Trata-se de um roteiro prático para ajudar o gestor na produção e/ ou revisão de sua estratégia para enfrentar as mudanças do clima”.

Em seu conteúdo, o Guia contextualiza o problema das mudanças climáticas de forma didática e elucidativa, com imagens ilustrando os textos, apresenta as diferenças entre as escalas local e global, bem como os respectivos movimentos que têm sido feito em ambas e as consequência de tais mudanças em diferentes contextos geográficos.

Bicicletas e mudanças climáticas

Em sua página 34, o Guia apresenta exemplos a serem promovidos no sentido de  reduzir emissões de gases de efeito estufa e cita a bicicleta como um deles.

Formas de transporte que emitem menos ou nenhum GEE, como ônibus e bicicletas, podem ser priorizados e favorecidos por meio de corredores exclusivos ou preferenciais para os ônibus e de ciclovias.”

Em sua página 82, o Guia afirma que “Nas cidades com estrutura adequada de ciclovias, a economia se dá na área de saúde, pela redução de poluição do ar (ciclistas usam menos o carro) e pelo aumento de atividade física na população“.

Em diversas outras partes do Guia, a bicicleta aparece como uma, entre tantas, soluções que precisamos estimular e promover para que nossas cidades sejam cidades de baixo carbono e, por consequinte, capazes de lutar contra as mudanças climáticas.

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Imagem recortada do Guia

Além, o Guia traz ferramentas políticas sobre como enfrentar as mudanças do clima na escala municipal, traça um panorama de como financiar ações para contribuir com apresenta exemplos práticos que vêm fazendo a diferença nas cidades e também, de forma atrativa, introduz conceitos que têm sido usado nas questões ligadas às mudanças climáticas.

Um dos pontos altos do Guia é mostrar, de forma didática, como desenvolver políticas e ações ligadas ao enfrentamento das mudanças do clima. Os passos são: Comprometimento e mobilização; Pesquisa e avaliação; Linha de base: inventário de emissões de GEE e análise de vulnerabilidade; Desenvolvimento da estratégia; Detalhamento e financiamento; Implementação e monitoramento; Integração e colaboração; Revisão e aprimoramento; e Divulgação da agenda e inspiração.

Ao final, o Guia apresenta mecanismos e fontes de recursos para projetos sobre mudanças do clima e também Legislações de estados e municípios.

O Guia foi elaborado pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade América do Sul e pelo Programa Cidades Sustentáveis, com Apoio da Fundação Konrad Adenauer.

BAIXE O GUIA AQUI.

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