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Edição 82 – Revista Bicicleta: O quê a reforma do CTB pode melhorar pra você, usuário da bicicleta?

Foto: Uirá Lourenço

EXTRA! EXTRA!

#BicicletaNoticias

Saiu a edição 82 da Revista Bicicleta! Continue lendo

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MobCidades no Fórum Mundial da Bicicleta

Pela sexta vez participei do Fórum Mundial da Bicicleta, o principal e mais democrático espaço de discussão e articulação cicloativista. Desta vez fui apresentar o MobCidades: Mobilidade, Orçamento e Direitos, um projeto desenvolvido pelo Inesc em conjunto com a Rede Cidades: Por territórios justos, democráticos e sustentáveis e financiado pela União Europeia. Continue lendo

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Convocatória para Assembleia Geral

Convoca CONVOCATÓRIA

 

Através da presente ficam convocadas todas as Associadas Cicloativistas da UCB – União de Ciclistas do Brasil para a Assembleia Geral: Continue lendo

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Velo-City 2018 será no Rio de Janeiro! \o/

Capturada_172 Feb. 19 09.37.03Boa notícia para todas e todos nós que acreditamos no uso da bicicleta no Brasil!

Agora é oficial: a edição 2018 do Velo-City , será no Rio de Janeiro. Continue lendo

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Está no ar a pesquisa ‘Conhecendo a UCB’! Participe! Será rapidinho!

Ajude PqQue tal você contribuir com o planejamento interno da União de Ciclistas do Brasil?

Como? Simples! Basta acessar este link http://bit.ly/conhecendoaucb e preencher a pesquisa #ConhecendoaUCB! Continue lendo

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“A bicicleta no Brasil 2015”: pegue o seu livro!

Aquira Livro 2Lançado simultaneamente em nove capitais brasileiras em 07 de agosto, o livro “A bicicleta no Brasil 2015” já está disponível para todos os interessados. Continue lendo

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Uma rede latinoamericana em prol da bicicleta

Ciclovia na calçada em BogotáEm julho a Transporte Ativo foi convidada a participar do “Seminario Desarollo Sostenible e Integral de la Movilidad – Miradas a Europa e América Latina” em Bogotá, para falar sobre promoção da mobilidade por bicicleta no Rio de Janeiro, juntamente com outras cidades e países da América Latina. Continue lendo

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Cidades do mundo todo têm incentivado o uso de bicicletas

bike-sharing_320x240Pouco a pouco, as bicicletas vão ganhando espaço no cenário urbano brasileiro. Uma realidade já bastante comum em vários países da Europa, que serve de inspiração ao Brasil. Tanto no Novo quanto no Velho Mundo, elas estão sendo vistas como uma alternativa saudável e ecologicamente viável ao caos do trânsito das grandes metrópoles.

Os urbanistas brasileiros parecem ter despertado para a importância das bicicletas não apenas como um meio de transporte em si, mas como um elemento de interligação de modais. Se não for possível fazer todo o trajeto pedalando, as pessoas podem ir até o ponto de ônibus ou terminar a viagem de metrô – desde que tenham lugares seguros para estacionar suas bicicletas.

Projetos

Os projetos se multiplicam pelo país. O próprio Ministério das Cidades mantém um projeto, batizado de “Bicicleta Brasil: Avanços e Desafios”, que tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte em todo o país.

Individualmente, todas as cidades também fazem a sua parte. Em abril, a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos do Rio de Janeiro iniciou um projeto de recuperação dos 144,3 km de ciclovias que cortam a cidade. O valor total do programa é de cerca de R$ 2,5 bilhões e prevê a recuperação de todos os trechos, dando mais conforto e segurança aos usuários.

Também está prevista a substituição de todo o mobiliário urbano do entorno das vias, que inclui novos bicicletários e guarda-corpos, além da instalação de sinalização horizontal e vertical.
Em Belo Horizonte, as obras para implantação de seis novas ciclovias começaram há poucos dias. Elas fazem parte do programa Pedala BH, de incentivo ao uso de bicicletas, coordenado pelo BHTrans. Em um primeiro edital, publicado em setembro passado, a BHTrans contratou a empresa responsável pela construção de 30 km de vias exclusivas para bicicletas. Mas a previsão é de que, até o fim de 2012, a cidade tenha mais de 150 km de ciclovias.

Mais quilômetros de ciclovias também estão nos planos da cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso. A proposta apresentada no Plano de Mobilidade Urbana da Região do Vale do Rio Cuiabá, divulgado recentemente pelo governo do estado, é de aumentar os atuais 19,7 km de vias exclusivas para bicicletas para 125,7 km (distribuídos em 19 vias).

São Paulo

A maior cidade do país, São Paulo, no entanto, parece correr bem atrás no que diz respeito à mobilidade sobre duas rodas. A capital paulista tem apenas 3,87 km de vias fixas exclusivas para bicicletas – em boa parte, com a conservação muito ruim. São Paulo tem, ainda, 30 km de Ciclofaixa de lazer (15 km de ida e 15 km de volta) – uma faixa da rua que é transformada em ciclovia aos domingos e nos feriados, ligando os parques Ibirapuera e Villa Lobos.
O plano de metas da prefeitura, no entanto, prevê a construção de 10 km de ciclovias até 2012. Embora não haja um censo oficial sobre o assunto, estima-se que cerca de 370 mil pessoas usem bicicleta diariamente na capital paulista.

Revolução das Bikes

Há pelo menos 40 km de ciclovias nos caminhos percorridos por Londres, capital da Inglaterra, para se tornar a cidade mais verde do mundo até 2012. As ciclofaixas foram inauguradas em meados do ano passado e, pelo que mostram estudos feitos na cidade, agradam os londrinos e começam a dar resultado no que diz respeito à diminuição do trânsito. Ciclovias, bicicletas para locação, aulas e áreas específicas para estacionamento das bikes fazem parte de um projeto da cidade batizado de “Revolução das  Bicicletas”, que tem como objetivo transformar Londres na capital mundial dos ciclistas.

Uma pesquisa feita recentemente pelo Conselho de Transporte de Londres mostra que o número de viagens feitas de bicicleta na capital aumentou 70% desde junho passado, quando as ciclovias foram implementadas. Em algumas regiões, segundo o levantamento, o aumento foi de mais de 100% durante o horário de pico. A enquete foi feita com moradores das regiões por onde passam as faixas exclusivas para bicicletas e revela, ainda, um aumento de 34% no número de ciclistas já no primeiro mês de uso das ciclovias.

Londres

A prefeitura de Londres aposta fortemente no uso de bicicletas como meio de transporte. Para isso, os investimentos do ano passado para cá já superam 116 milhões de libras (algo em torno de R$ 330 milhões), incluindo infraestrutura ciclística local, treinamento, promoção e educação.
A cidade já tem 40 km de ciclovias e 94 pontos de parada de bicicletas – além de 2.372 vagas de estacionamento e 1.362 horas de aulas de ciclismo realizadas. Mas os planos ainda preveem algo bem mais audacioso: a prefeitura quer aumentar em 400% o número de ciclistas na cidade até 2025, em comparação aos dados de 2010. Isso significa, portanto, mais de 1 milhão de viagens diárias.

Estados Unidos

Uma das metrópoles com trânsito mais complexo do mundo, Nova York também tem apostado nas bicicletas como alternativa ao caos promovido por carros e ônibus. O incentivo ao uso desse meio de transporte é uma das metas do atual prefeito, Michael Bloomberg. Os números dão uma ideia do tamanho da aposta: nos últimos quatro anos, foram construídos 410 km de ciclovias na Big Apple, segundo um levantamento publicado no jornal The New York Times. Não há dúvidas, portanto, de que a bicicleta se tornou crucial no sistema de transporte da cidade.
A mesma reportagem, contudo, alerta que agora o grande problema tem sido convencer os novaiorquinos a pedalarem. O movimento contrário é grande. Há quem reclame que “a maioria da população, que não pedala”, está sendo prejudicada ao ser impedida de fazer conversões em algumas áreas ou mesmo por perderem espaços de estacionamento.

Locação

Algumas cidades já foram além das ciclovias e oferecem sistemas eficientes de locação de bicicletas. No Brasil, a cidade do Rio de Janeiro oferece um sistema com 190 bicicletas em 19 pontos espalhados em alguns bairros da cidade. Blumenau, em Santa Catarina, e João Pessoa, na Paraíba, também já têm sistema parecido.

Na capital paulista, um serviço similar está em fase de testes na Universidade de São Paulo (USP). Inicialmente, serão  instaladas duas estações com quatro bicicletas. Neste primeiro momento, a ideia é que as bicicletas sejam utilizadas para trajetos curtos, então o empréstimo é gratuito por 10 minutos.

Por enquanto, o aluguel está disponível para professores, alunos e funcionários da USP. Para usar a bicicleta, é preciso se cadastrar no terminal do Pedalausp usando a carteirinha da universidade – uma senha é gerada, a qual libera a bicicleta.

No mundo

Principalmente na Europa, o sistema é bem mais popularizado e abrangente. Paris, a capital francesa, se tornou um exemplo de “cicloativismo”. Seu programa de aluguel de bicicletas, o Vélib, lançado em 2007, é modelo para outras cidades do mundo todo. Atualmente, estão disponíveis cerca de 20 bicicletas. E os planos aprovados pela Câmara Municipal em junho passado mostram que a cidade quer ir além: até 2014, Paris vai ampliar sua rede de ciclovias dos 440 km atuais para 700 km.

Londres e Bruxelas são duas cidades que copiaram o modelo. A capital britânica adotou um sistema parecido com o francês em meados do ano passado. Em poucos dias, mais de 11 mil pessoas se cadastraram para usar uma das 5 mil bicicletas disponíveis na cidade, em vários pontos.

Em Montreal, a segunda maior cidade do Canadá (quase 4 milhões de habitantes), a prefeitura implantou, em maio de 2009, o sistema Bixi. Atualmente, são mais de 5 mil bicicletas disponíveis para locação em mais de 400 estações de autosserviço. No centro da cidade e nos bairros próximos, encontra-se uma estação a cada duas quadras – elas têm espaço, em média, para 20 bicicletas.

Aluguel de carros

Ao que parece, a capital francesa quer continuar a criar tendência. Em outubro, ela deve começar a oferecer aos seus habitantes e turistas 3 mil carros “ecológicos”, também para locação. O Autolib, como é chamado o serviço, contará com cerca de mil estações nas quais poderão ser retirados e devolvidos os carros elétricos, com o pagamento de uma assinatura e o tempo de uso. A previsão é que haverá cerca de 700 estações somente em Paris. Outras 40 cidades francesas também devem adotar o sistema.

Título original: “Cidades do mundo todo têm incentivado o uso de bicicletas, com ciclovias e espaços de locação”.

Retirado de http://www2.rodoviasevias.com.br/revista/materias.php?id=720&rvc=36 em 10/04/2013

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Bici é Cultura

biciculturaCultura não diz respeito apenas às manifestações artísticas ou ao conhecimento erudito. Cultura é o que nos faz humanos, consistindo aí nossas diferenças com os demais seres da natureza, incluindo o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes, os valores e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos por qualquer um de nós através do convívio social. A cultura não é a mesma para todos os povos, nem durante toda a história, menos ainda para todos os indivíduos.

Economia é cultura, relações de gênero são cultura – mobilidade é cultura. Outro aspecto fundamental da cultura é a inter-relação de seus elementos, processos e sistemas: a economia é o que é devido às características da religião, das formas de governo e da técnica – e etc. – que compõem, com ela, o mesmo “caldo” da cultura; e cada um desses “ingredientes” influencia, permite ou força os demais a serem como são.

Isto dito, podemos compreender que a forma como nos movemos é um amálgama das influências geradas pelos demais componentes da cultura. A cultura ocidental, então, através das regras do mercado, dos valores hierárquicos, do desenvolvimento tecnológico e da crença na supremacia humana sobre todas as coisas levou ao domínio do automóvel privado sobre as demais formas de deslocamento no espaço social.

A cultura do automóvel é preponderante, mas não elimina as demais formas de mobilidade simplesmente porque é impossível fazê-lo. Mesmo que todas as famílias possuíssem renda para ter seu carro, não haveria gente para fabricá-los, matéria prima para compô-los, sistema viário para acolhê-los ou energia para movimentá-los, tampouco a atmosfera, os mananciais ou os ouvidos suportariam todas as suas emissões.

Por ser impossível “socializar” o automóvel, ele deve ser compreendido como uma utopia; e atendendo à recomendação de que devemos perseguir apenas projetos exequíveis, é preciso que outras formas culturais sejam investigadas.

E é esta compreensão que parece ser a inspiração principal do Bicicultura – Encontro Brasileiro de Cicloativismo e de Mobilidade por Bicicleta, que teve sua segunda edição em dezembro de 2010, em Sorocaba/SP. Por iniciativa da União de Ciclistas do Brasil, entidade que congrega as mais importantes organizações da sociedade civil que promovem o uso da bicicleta como meio de transporte, o evento contou com a co-organização da Prefeitura de Sorocaba e do Instituto Pedala Brasil e com o apoio de diversas empresas e entidades, reunindo 150 participantes inscritos oriundos da iniciativa privada, de universidades, de órgãos públicos e de ONGs.

Durante três dias foram discutidos temas ligados aos pilares da cultura: política, tecnologia, lazer, legislação, educação, trabalho, arte, economia e esporte. Os participantes ouviram, opinaram, dialogaram, pedalaram, teceram relações e se confraternizaram em torno desse veículo de transformação cultural que é a bicicleta.

As pessoas que lá estiveram pareciam querer conhecer outras pessoas que também não estão convencidas de que agora precisemos de tanta infraestrutura, recursos, logística e poluição para cumprirmos funções seculares: trabalhar, estudar, comprar, visitar amigos… Porque é mais simples, eficaz, saudável, democrático, limpo, ético, bonito, barato, divertido e lógico – é mais humano – ir aos lugares junto com outras pessoas, de ônibus ou de bicicleta, do que se isolar do mundo em uma lata privada e, com isso, obstruí-lo.

Existem experiências, técnicas e materiais abundantes e justificativas suficientes para que a bicicleta possa ser, ao invés de malquista, adotada e incentivada pelos gestores públicos e pelos cidadãos, coisas tais que se pode encontrar no Bicicultura. A humanidade produz, usando sua matemática, sua química e seu direito, excelentes bicicletas, vias ciclísticas seguras e legislação adequada para a inclusão ciclística. Já a psicologia, a medicina e a sociologia atestam os benefícios que o uso social regular da bicicleta provoca nas mentes, nos corpos e nos povos.

Para a inserção efetiva da bicicleta no sistema de mobilidade urbana, os agentes nela interessados devem atuar em todas as dimensões e setores da cultura, pois a bicicleta é um produto e um produtor cultural – para a humanidade, em todos os sentidos, a vida é bicicultura.

André Geraldo Soares é Coordenador de Comunicação da ViaCiclo.

Artigo originalmente publicado na Revista Bicicleta – Ano 1, nº 4 – Mar/2011 – Pag. 18-19.

 

 

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