Apresentação do Trabalho Construyendo Juntos la Movilidad por Bicicletas em Belo Horizonte no FMB6

Por meio de um edital, em parceria com o Itaú, a UCB conseguiu viabilizar a ida de seis* pessoas para o 6º Fórum Mundial da Bicicleta, que aconteceu na Cidade do México, entre os dias 19 a 23 de abril, para que elas pudessem apresentar seus respectivos trabalhos desenvolvidos no Brasil. Nos próximos dias, serão publicados os sete** relatos dessas pessoas, para as informações sobre o Fórum cheguem em mais gente.

Por Amanda Corradi – Integrante da BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte

Marcelo Cintra do Amaral, membro da BH em Ciclo, esteve presente no 6º Fórum Mundial da Bicicleta e apresentou o trabalho na mesa “La Bicicleta: elemento clave en la Planificación Urbana”. Marcelo acompanhou todo o processo de elaboração do Relatório dentro do GT Pedala BH.

Juntamente com outros trabalhos que apresentaram metodologia para planejar ciclorrotas e espaço para ciclovias e o olhar do consultor no planejamento de cidades para bicicleta, Marcelo apresentou o trabalho desenvolvido em Belo Horizonte.

O trabalho foi coordenado por três mulheres de três instituições diferentes. Fruto de um trabalho conjunto do poder público (BHTrans), sociedade civil (BH em Ciclo) e instituição técnica (ITDP) o desenvolvimento da metodologia e sistematização aconteceu dentro do grupo de trabalho já formado pelo poder público e ciclistas, o GT Pedala BH.

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Figura 1. Marcelo Cintra do Amaral representando a BH em Ciclo na apresentação do trabalho Construyendo Juntos la Movilidad en Bicicleta en Belo Horizonte

A apresentação contextualizou a rede cicloviária na cidade, o grupo de trabalho existente desde 2013, que é o espaço onde já havia o compromisso de validar configurações e proposições de ciclovias. O apoio do ITDP, além do auxílio técnico, proporcionou a contratação de uma pessoa da sociedade civil. O trabalho consistiu na elaboração do Relatório de Vistoria e Indicação de Tipologias de Infraestruturas Cicloviárias, onde os ciclistas vistoriaram todos os 150km de infraestrutura cicloviária prevista para ser implantada com recursos do PAC, fazendo conexão com a rede alimentadora de transporte coletivo e foi desenvolvida uma metodologia para definir as tipologias preferenciais de quem pedala.

Durante o desenvolvimento aconteceram diversos momentos de dificuldade, por se tratar de um trabalho mais técnico. A primeira delas foi a elaboração do formulário para vistorias e consenso de quais tipologias seriam usadas. Durante o processo foram testados diversos métodos, e definir as tipologias por grupos de vias com as mesmas características foi a solução final encontrada.

As deliberações aconteceram em reuniões abertas, após todos os trechos serem pedalados e critérios estabelecidos para definir como analisar o conjunto de vias. Com isso, percebemos a importância de incluir quem pedala nos processos. São olhares diversos que enriqueceram os debates.

De maneira geral, Marcelo percebeu que a experiência de Belo Horizonte causou interesse aos ouvintes. Quando abriu-se o debate, após a apresentação, Marcelo relatou que uma das questões levantadas perguntava sobre o que seria importante para implementar infraestrutura cicloviária. Marcelo respondeu que existem diversos itens, mas que envolver a sociedade civil no planejamento é essencial. Além disso, ele destacou também que as pessoas que trabalham com planejamento precisam acreditar naquilo que fazem, que acreditem ser possível pensar em uma cidade para bicicletas, e faz toda a diferença essas pessoas pedalarem também.

*Ao total, foram selecionadas sete pessoas, mas uma delas não embarcou para o México.

**Mesmo não embarcando, o trabalho desta pessoa foi apresentado por outra e haverá relato sobre.

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