Não existe inclusão sem diversidade

Acesse o texto de Livia Suarez aqui.

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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FMB 7 – para além do debate

Estive presente no FMB-7, no Peru, para, além de aprender com outras experiências, apresentar um pouco do trabalho da sociedade civil, especialmente pela BH em Ciclo, realizado em Belo Horizonte, através do PlanBici.

O PlanBici é o fruto de um processo iniciado no fim do ano de 2016, com a incidência nas eleições municipais, e que continuou na gestão do prefeito eleito. O Planbici é o Plano de Ações pela Mobilidade por Bicicletas em BH, e dialoga com as demandas das campanhas Bicicleta nas Eleições e também #D1Passo, com o Programa de Governo do – então – candidato, com o Plano de Mobilidade de Belo Horizonte e também com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Contei um pouco do processo de elaboração deste plano, que foi um trabalho conjunto com o poder público, e sobre a dificuldade de implementá-lo. Os desafios com relação à destinação de recursos e priorização da bicicleta dentro dos orçamentos e políticas públicas é uma realidade comum de diversas cidades da América Latina.

Foi a minha quarta experiência em Fóruns Mundiais, e um dos destaques positivos no meu ponto de vista foram algumas apresentações que levantaram a discussão de gênero. A pesquisa “Bicicleta e Gênero: Análise dos Fóruns Mundiais da Bicicleta”, o projeto “Ella se Mueve Segura” e a apresentação “El Acoso Callejero en Perú” chamaram a atenção por mostrarem análises e pesquisas sobre o tema.

Além disso, foi apresentado um manifesto, chamado “Mujeres, territorios y movilidad sostenible”, elaborado pela comissão organizadora desta edição do Fórum, com alguns princípios a serem levados para a Assembleia, com a proposta de serem incorporados como princípios do Fórum.  Um destes princípios, o número 5, diz que “Nos comprometemos a que dentro del FMB y en nuestros colectivos se generen espacios de trabajo libres y seguros, así como acciones con enfoque de género.”.

Infelizmente, nem os debates e apresentações que aconteceram no Fórum, nem a elaboração e leitura do Manifesto impediram que ocorresse violência de gênero dentro do espaço que deveria ser seguro para mulheres. A denúncia foi feita após uma das palestras de destaque, e mais uma vez o Manifesto foi lido pelas mulheres da comissão organizadora.

Durante a Assembleia, que ocorreu de maneira conturbada (sem estar na programação, sem pauta pré-estabelecida e sem relatoria), a questão levantada pela própria comissão organizadora, de discutir sobre os princípios do Manifesto, foi ignorada. Esta edição mostrou que apesar dos avanços na discussão da pauta, deixou a desejar a materialização de ações/ na consideração dentro do espaço de decisão, como a Assembleia.

A apresentação para o próximo Fórum, a ser realizado em Quito, no Equador, foi inspiradora, desde a sua concepção, baseada na minga – trabalho coletivo realizado no interesse coletivo, característica dos povos andinos, como também na paridade de gênero desde a organização. Que continuemos a discussão, e que ela evolua, junto com o evento!

 

Autora: Amanda Corradi – integrante da BH em Ciclo

 

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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Recuperar o passado para ganhar o futuro. Mas qual?

Nos fins de fevereiro deste ano participei do 7º Fórum Mundial da Bicicleta, em Lima – Perú. Fui enquanto representante da Ameciclo – Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife – encarregada de apresentar um pouco do que foi o Bicicultura 2017, realizado em terras maurícias. Era o meu terceiro fórum mundial e estava ansiosa pelas experiências e aprendizados que teria. Apesar de encontrar um fórum com programação bastante confusa, duas das três palestras magistrais do evento garantiram o alcance das minhas expectativas. Valeram pelo evento inteiro. Aqui vou falar sobre uma delas.

A segunda palestra da programação ficou a cargo de Peter Norton, historiador e professor estadunidense. Intitulada ‘Recuperar o passado para ganhar o futuro’, o professor fez uma fala marcante e necessária sobre o poder da memória. Ativou um gatilho na minha cabeça.

No Brasil, assim como em muitos outros países, vivemos sob as regras de um sistema social e econômico capitalista, que tem como uma de suas mais perigosas características o poder de fazer crer que a maneira como as coisas estão não pode ser mudada. Sempre foi assim. Não há outro modo possível. Se não for assim, será a barbárie, o primitivismo desolador e perigoso.

Peter nos lembrou que a história, a memória, é escrita por quem mantém o status quo. Nos lembrou que o que parece ser a verdade é apenas uma questão de narrativa, de ponto de vista. Sendo apenas um lado da história, é possível reescrever a memória com os pontos que faltam, dando voz e vez à um passado negado. Mas, se o passado no passado está, qual é a importância de resgatá-lo? Fomos todos lembrados que o passado tem grande influência na forma como nos portamos no presente e no modo como preparamos o tempo que virá.

Disse o professor: “a forma de um certo passado justifica um certo futuro”. É para ajudar a empurrar o mundo para um futuro diferente do futuro que está fadado a encontrar, com base no passado contado hoje, que precisamos reescrever a história. É muito importante lembrar a quem não está na luta diária, em movimentos sociais e instituições, como era o Recife e todas as nossas cidades e povoações (pois havia gente em Brasília antes de Brasília) no tempo em que seu espaço público não tinha sido roubado das pessoas e dado aos veículos motorizados.

Fazer saber a todos que não foi sempre assim e que nossas cidades já foram as cidades humanas pelas quais lutamos hoje, e não faz muito tempo. Se já foi assim, é possível voltar a ser. Não é um desejo de inventar a roda, não cabe a contraposição que diz “não somos Amsterdã”, ou qualquer outra cidade na Europa. Nós já temos o que é preciso, pois nós já fomos Recife. Não há impossibilidade para reconhecer um caminho errado, aprender com ele e retraçar passos deixados de lado.

É importante também para acalentar quem está na linha de frente, os ativistas cansados de guerra, nas horas em que se desesperam por retrocessos e mudanças que nunca vêm. É importante lembrá-los de que nunca estiveram sozinhos, sempre houve luta. Sempre houve resistência. Nunca houve garantias. E nunca foi fácil. É necessário para aprendermos a ter ‘paciência histórica’, como ouvi um companheiro dizer, em alguma discussão nas belas ruas de Cusco.

Entendendo que a história é feita de altos e baixos, nos estimulando e inspirando por cidades para pessoas que já foram nossas próprias cidades, sabendo que nada é para sempre, entendemos que é preciso persistir. E resistir.

 

Autora: Lígia Lima, integrante da Ameciclo.

 

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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Convocatória para Assembleia Geral da UCB

Convoca CONVOCATÓRIA

 

Através da presente ficam convocadas todas as Associadas Instituições Atuantes da UCB – União de Ciclistas do Brasil para a Assembleia Geral:

  • Data: 10 de junho de 2018.
  • Horário: 10h20.
  • Local: Praça Mauá, 1 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.
  • Pauta: 1) Reforma do Estatuto;
    ………….2) Reforma do Regimento Interno;
    ………….3) Homologação do Balanço Financeiro de 2017;
    ………….4) Assuntos gerais.

 

Balneário Camboriú/SC, 24 de maio de 2018.

 

___________________________________
André Geraldo Soares
Diretor Presidente
União de Ciclistas do Brasil – UCB

 

Clique aqui para baixar a Convocatória em PDF.

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Edição 82 – Revista Bicicleta: O quê a reforma do CTB pode melhorar pra você, usuário da bicicleta?

Foto: Uirá Lourenço

EXTRA! EXTRA!

#BicicletaNoticias

Saiu a edição 82 da Revista Bicicleta! Continue lendo

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MobCidades no Fórum Mundial da Bicicleta

Pela sexta vez participei do Fórum Mundial da Bicicleta, o principal e mais democrático espaço de discussão e articulação cicloativista. Desta vez fui apresentar o MobCidades: Mobilidade, Orçamento e Direitos, um projeto desenvolvido pelo Inesc em conjunto com a Rede Cidades: Por territórios justos, democráticos e sustentáveis e financiado pela União Europeia. Continue lendo

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Bicicleta e Educação: um brinquedo sério

Reunindo pessoas dos vários cantos das Américas com o lema “ RECUPERANDO A CIDADE”, tendo como elemento de pauta, a Bicicleta, aconteceu a 7 ed. do Fórum Mundial Da Bicicleta. A cidade Lima foi eleita para acolher este povo bicicleteiro. Continue lendo

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7º Fórum Mundial da Bicicleta: Recuperando Cidades e Pessoas

Paulo Aguiar durante sua apresentação no FMB7

Com o tema “Recuperando a Cidade” a capital do Perú, Lima, realizou o 7º Fórum Mundial da Bicicleta.

No período de 22 a 26 de fevereiro de 2018, ocorreu em Lima, no Perú a sétima edição do FMB- Fórum Mundial da Bicicleta, um dos maiores eventos mundiais relacionado ao ciclismo urbano que congrega num mesmo espaço para discussão, cidadãos, coletivos, organizações não governamentais, poder público e iniciativa privada, todos com um interesse comum, buscar soluções para promover e difundir o uso da bicicleta em escala global.  Continue lendo

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Vamos escolher a cidade sede do Bicicultura 2020!

O BiciculturaEncontro Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta e Cicloativismo de 2018 ocorrerá no Rio de Janeiro (08-10/06) e o Bicicultura de 2019 ocorrerá em Maringá/PR (data a ser definida). Continue lendo

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Conhece o Projeto de Lei Bicicleta Brasil?

A UCB (União de Ciclistas do Brasil) vem se manifestar a favor da completa aprovação do Projeto de Lei (PL) da Câmara n° 83, de 2017, que institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar o uso da bicicleta visando a melhoria das condições de mobilidade urbana, além de apresentar algumas recomendações de aprimoramento dos seus termos. O texto do PL pode ser visualizado na íntegra neste link. Continue lendo

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