Release para a imprensa: “As cidades de pequeno porte que mantém viva a cultura da bicicleta no Brasil”

Livro retrata a vida nas 11 cidades onde mais se pedala no Brasil, os motivos que as fazem ter tantos adeptos da bicicleta, hábitos e perfis de ciclistas

O BRASIL QUE PEDALA
A cultura da bicicleta nas cidades pequenas

Organizadores: André Soares e Daniel Guth
ISBN: 9788556621634
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15,5 x 23 x 1,6 cm
Páginas: 256
Edição: 1ª
Editora: Jaguatirica
Lançamento: Janeiro 2019
Preço: R$ 45,00

 

 

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Exposição Coletiva – O Brasil Que Pedala

Em comemoração ao aniversário da UCB neste 24 de novembro, convidamos você a prestigiar um pouco do resultado da nossa exposição coletiva organizada pelo Grupo de Trabalho de Comunicação da UCB para ser exposta no Bicicultura 2018, edição Rio de Janeiro (realizada em junho deste ano). Continue lendo

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Nota Pública em favor da democracia e da igualdade

A UCB – União de Ciclistas do Brasil, como uma instituição da sociedade civil organizada comprometida com a transformação da sociedade no sentido da construção da igualdade humana e da sustentabilidade ambiental, não pode se isentar de manifestar seu posicionamento acerca das indignantes e estarrecedoras manifestações sociais recentes. Continue lendo

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Colabore: propostas sobre Mobilidade Ativa para candidaturas à Presidência da República

Em 2018 está aberta uma nova oportunidade de diálogo político sobre a mobilidade ativa: as eleições para os poderes legislativo e executivo estaduais e federal.

Para tanto, a UCB – União de Ciclistas do Brasil, a Sampapé e o GET-UFPR coordenarão a Campanha Mobilidade Ativa nas Eleições. Continue lendo

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Uma análise do transporte no Peru

Durante minha estadia de dez dias no Peru, devido à minha participação no 7º Fórum Mundial da Bicicleta, pude me utilizar de diversos meios de transporte em meus deslocamentos pelos territórios das antigas civilizações Inca, Lima, Nasca e Paraca. Apenas entre os dias 18 e 27 de fevereiro pude mover-me por avião (internacional, nacional e local), trem, ônibus municipal, ônibus intermunicipal, ônibus-transfer, van intermunicipal ilegal, van legal, táxi legalizado, táxi ilegal, Uber, cavalo, bicicleta, caminhada urbana e trilha. Ah, claro, sem contar as “voltas” em viaturas da Policia de Turismo. Ufa!

Sim, até a cavalo eu andei no Peru! Mas este texto não é sobre isso. Chuspiyoq, Cusco.

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Moções aprovadas no Bicicultura 2018

O Bicicultura é também um evento político e, como tal, propício para manifestações públicas e busca de apoios para causas locais.

Na Plenária Final do Bicicultura do Rio de Janeiro foram aprovadas as Moções listadas abaixo. Continue lendo

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Lançada a “Carta Segurança para a Mobilidade Ativa”

Para debater e propor soluções no âmbito legislativo para  que ciclistas e pedestres possam circular com segurança nas vias públicas, foi realizado no dia 26 de junho de 2018 o Seminário Segurança para Mobilidade Ativa, na Câmara dos Deputados. Continue lendo

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Seminário Segurança para Mobilidade Ativa

A segurança viária preocupa todos os brasileiros e brasileiras e provoca, mas os mais afetados são os praticantes das modalidades ativas de deslocamento (pedestres e ciclistas). Continue lendo

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A bicicleta está presente em todos os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável!

A UCB – União de Ciclistas do Brasil é uma organização da sociedade civil que congrega Associações de Ciclistas, ciclistas e outras entidades e pessoas interessadas em promover o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte,  nas regiões urbanas e rurais, assim como a mobilidade urbana sustentável. Continue lendo

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De onde viemos, para donde vamos?

Peguei a minha bicicleta e fui para o Bike Polo, entre uma buzinada e outra, um carro que vinha na contramão e quase nos atropela. Olhei para o colega peruano assustado:

    • É como se fosse la muerte certa a cada instante.
    • Es dicho que tenemos el peor tránsito de Américas.
    • Todos diziam isso da minha cidade e, por onde pedalei, acabei acreditando ser verdade, mas, ahora, posso dizer que Recife es el segundo en el ranking.

O trânsito de Lima é um dos mais caóticos, seja porque permitem que os motoristas entrem à esquerda em qualquer local, seja pelas ensurdecedoras e imparáveis buzinas, seja pela violência que os motoristas jogam seus carros por cima de pedestres e ciclistas. E estávamos no bairro mais nobre e organizado da cidade:

  • VAMOS! AHORA! LOCURA, LOCURA!!! – gritava um ciclista que nos guiava até o fórum.

É de praxe das últimas assembleias de Fóruns Mundiais o apelo para o quanto a sua cidade está dominada pela carrocracia e que o FMB é necessário para combatê-la. Em Lima essa era uma realidade necessária e urgente, porém, não sei se sairão exitosos dessa missão. O FMB7 foi um evento que pouco encantou e pouco trouxe de coisas novas, mas, principalmente, por causa da desorganização curatorial.

O “Donde Vem, Pronde Vão?” (trabalho que apresentei) é um projeto de pesquisa e influência na Origem e Destino de Região Metropolitana do Recife, enfocando em pedestre e ciclistas que não tem acesso à internet e à informação necessárias para participar da Pesquisa. Fomos alocados numa mesa de empreendedorismo. O suor caia do rosto e a cabeça latejava para entregar um portunhol minimamente decente para a plateia, que, ao final, se interessou pelos resultados e pelo processo que usamos para conseguí-los. Porém, logo em seguida, uma apresentação de vendas de uma bicicleta-centopeia mostrava que aquele assunto não se encaixava na sessão.

E assim se sucedeu em diversas tendas, fazendo sempre uma migração constante entre as salas e perdendo os começos e finais de cada uma das palestras. O desânimo para acompanhar nem podia ser afogado numa lata de cerveja, pois era “prohibida pues vinieron y volveran en bici“. Como um condor com dor, migrávamos de sala em sala e nestas corremos para ver Lotte Bech. Essa dinamarquesa foi a única mulher colocada em destaque como ponente, porém não deram um espaço reservado em um charla magistral. Afora que o assunto apresentado não trazia novidades, sendo apenas apanhado de técnicas construtivas para ciclovias, num evento tão político. A curadoria não se preocupou com um equilíbrio de gênero e nem com a garantia de espaços para essa pauta, com destaque para a denúncia de agressão por um participante a uma mulher ao final do Fórum.

Ao fim do domingo, começou uma sessão de despedidas, agradecimentos, sorteio de bicicletas e um show de despedida. Mas, pera… E a assembleia final do fórum com a decisão da próxima sede? Foi deixada fora da programação, na hora do almoço da segunda, em local a ser confirmado, totalmente fora de destaque o espaço representativo do fórum. Não compareci, mas ao que relataram os brasileiros presentes, a bagunça antidemocrática instaurada levou à Catimandu o FMB9.

O FMB7 poderia ter mais acertos, como a palestra genial de Peter Norton e a inspiradora de Chris Carlsson. Mas precisamos dar um giro nesse pedal, desafiar o posto e inovar nas soluções, despistar o poder. Ser como na improvisada Massa Criticas peruana, que despistou os seguidores “praças” e nos levou (com música) para uma praça, para depois outros “praças” nos tirarem de lá aos gritos de:

  • Solo se puede beber en movimento!

 

Texto: Daniel Valença

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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