Moções aprovadas no Bicicultura 2018

O Bicicultura é também um evento político e, como tal, propício para manifestações públicas e busca de apoios para causas locais.

Na Plenária Final do Bicicultura do Rio de Janeiro foram aprovadas as Moções listadas abaixo. Continue lendo

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Lançada a “Carta Segurança para a Mobilidade Ativa”

Para debater e propor soluções no âmbito legislativo para  que ciclistas e pedestres possam circular com segurança nas vias públicas, foi realizado no dia 26 de junho de 2018 o Seminário Segurança para Mobilidade Ativa, na Câmara dos Deputados. Continue lendo

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Seminário Segurança para Mobilidade Ativa

A segurança viária preocupa todos os brasileiros e brasileiras e provoca, mas os mais afetados são os praticantes das modalidades ativas de deslocamento (pedestres e ciclistas). Continue lendo

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A bicicleta está presente em todos os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável!

A UCB – União de Ciclistas do Brasil é uma organização da sociedade civil que congrega Associações de Ciclistas, ciclistas e outras entidades e pessoas interessadas em promover o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte,  nas regiões urbanas e rurais, assim como a mobilidade urbana sustentável. Continue lendo

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De onde viemos, para donde vamos?

Peguei a minha bicicleta e fui para o Bike Polo, entre uma buzinada e outra, um carro que vinha na contramão e quase nos atropela. Olhei para o colega peruano assustado:

    • É como se fosse la muerte certa a cada instante.
    • Es dicho que tenemos el peor tránsito de Américas.
    • Todos diziam isso da minha cidade e, por onde pedalei, acabei acreditando ser verdade, mas, ahora, posso dizer que Recife es el segundo en el ranking.

O trânsito de Lima é um dos mais caóticos, seja porque permitem que os motoristas entrem à esquerda em qualquer local, seja pelas ensurdecedoras e imparáveis buzinas, seja pela violência que os motoristas jogam seus carros por cima de pedestres e ciclistas. E estávamos no bairro mais nobre e organizado da cidade:

  • VAMOS! AHORA! LOCURA, LOCURA!!! – gritava um ciclista que nos guiava até o fórum.

É de praxe das últimas assembleias de Fóruns Mundiais o apelo para o quanto a sua cidade está dominada pela carrocracia e que o FMB é necessário para combatê-la. Em Lima essa era uma realidade necessária e urgente, porém, não sei se sairão exitosos dessa missão. O FMB7 foi um evento que pouco encantou e pouco trouxe de coisas novas, mas, principalmente, por causa da desorganização curatorial.

O “Donde Vem, Pronde Vão?” (trabalho que apresentei) é um projeto de pesquisa e influência na Origem e Destino de Região Metropolitana do Recife, enfocando em pedestre e ciclistas que não tem acesso à internet e à informação necessárias para participar da Pesquisa. Fomos alocados numa mesa de empreendedorismo. O suor caia do rosto e a cabeça latejava para entregar um portunhol minimamente decente para a plateia, que, ao final, se interessou pelos resultados e pelo processo que usamos para conseguí-los. Porém, logo em seguida, uma apresentação de vendas de uma bicicleta-centopeia mostrava que aquele assunto não se encaixava na sessão.

E assim se sucedeu em diversas tendas, fazendo sempre uma migração constante entre as salas e perdendo os começos e finais de cada uma das palestras. O desânimo para acompanhar nem podia ser afogado numa lata de cerveja, pois era “prohibida pues vinieron y volveran en bici“. Como um condor com dor, migrávamos de sala em sala e nestas corremos para ver Lotte Bech. Essa dinamarquesa foi a única mulher colocada em destaque como ponente, porém não deram um espaço reservado em um charla magistral. Afora que o assunto apresentado não trazia novidades, sendo apenas apanhado de técnicas construtivas para ciclovias, num evento tão político. A curadoria não se preocupou com um equilíbrio de gênero e nem com a garantia de espaços para essa pauta, com destaque para a denúncia de agressão por um participante a uma mulher ao final do Fórum.

Ao fim do domingo, começou uma sessão de despedidas, agradecimentos, sorteio de bicicletas e um show de despedida. Mas, pera… E a assembleia final do fórum com a decisão da próxima sede? Foi deixada fora da programação, na hora do almoço da segunda, em local a ser confirmado, totalmente fora de destaque o espaço representativo do fórum. Não compareci, mas ao que relataram os brasileiros presentes, a bagunça antidemocrática instaurada levou à Catimandu o FMB9.

O FMB7 poderia ter mais acertos, como a palestra genial de Peter Norton e a inspiradora de Chris Carlsson. Mas precisamos dar um giro nesse pedal, desafiar o posto e inovar nas soluções, despistar o poder. Ser como na improvisada Massa Criticas peruana, que despistou os seguidores “praças” e nos levou (com música) para uma praça, para depois outros “praças” nos tirarem de lá aos gritos de:

  • Solo se puede beber en movimento!

 

Texto: Daniel Valença

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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Não existe inclusão sem diversidade

Acesse o texto de Livia Suarez aqui.

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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FMB 7 – para além do debate

Estive presente no FMB-7, no Peru, para, além de aprender com outras experiências, apresentar um pouco do trabalho da sociedade civil, especialmente pela BH em Ciclo, realizado em Belo Horizonte, através do PlanBici.

O PlanBici é o fruto de um processo iniciado no fim do ano de 2016, com a incidência nas eleições municipais, e que continuou na gestão do prefeito eleito. O Planbici é o Plano de Ações pela Mobilidade por Bicicletas em BH, e dialoga com as demandas das campanhas Bicicleta nas Eleições e também #D1Passo, com o Programa de Governo do – então – candidato, com o Plano de Mobilidade de Belo Horizonte e também com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Contei um pouco do processo de elaboração deste plano, que foi um trabalho conjunto com o poder público, e sobre a dificuldade de implementá-lo. Os desafios com relação à destinação de recursos e priorização da bicicleta dentro dos orçamentos e políticas públicas é uma realidade comum de diversas cidades da América Latina.

Foi a minha quarta experiência em Fóruns Mundiais, e um dos destaques positivos no meu ponto de vista foram algumas apresentações que levantaram a discussão de gênero. A pesquisa “Bicicleta e Gênero: Análise dos Fóruns Mundiais da Bicicleta”, o projeto “Ella se Mueve Segura” e a apresentação “El Acoso Callejero en Perú” chamaram a atenção por mostrarem análises e pesquisas sobre o tema.

Além disso, foi apresentado um manifesto, chamado “Mujeres, territorios y movilidad sostenible”, elaborado pela comissão organizadora desta edição do Fórum, com alguns princípios a serem levados para a Assembleia, com a proposta de serem incorporados como princípios do Fórum.  Um destes princípios, o número 5, diz que “Nos comprometemos a que dentro del FMB y en nuestros colectivos se generen espacios de trabajo libres y seguros, así como acciones con enfoque de género.”.

Infelizmente, nem os debates e apresentações que aconteceram no Fórum, nem a elaboração e leitura do Manifesto impediram que ocorresse violência de gênero dentro do espaço que deveria ser seguro para mulheres. A denúncia foi feita após uma das palestras de destaque, e mais uma vez o Manifesto foi lido pelas mulheres da comissão organizadora.

Durante a Assembleia, que ocorreu de maneira conturbada (sem estar na programação, sem pauta pré-estabelecida e sem relatoria), a questão levantada pela própria comissão organizadora, de discutir sobre os princípios do Manifesto, foi ignorada. Esta edição mostrou que apesar dos avanços na discussão da pauta, deixou a desejar a materialização de ações/ na consideração dentro do espaço de decisão, como a Assembleia.

A apresentação para o próximo Fórum, a ser realizado em Quito, no Equador, foi inspiradora, desde a sua concepção, baseada na minga – trabalho coletivo realizado no interesse coletivo, característica dos povos andinos, como também na paridade de gênero desde a organização. Que continuemos a discussão, e que ela evolua, junto com o evento!

 

Autora: Amanda Corradi – integrante da BH em Ciclo

 

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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Recuperar o passado para ganhar o futuro. Mas qual?

Nos fins de fevereiro deste ano participei do 7º Fórum Mundial da Bicicleta, em Lima – Perú. Fui enquanto representante da Ameciclo – Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife – encarregada de apresentar um pouco do que foi o Bicicultura 2017, realizado em terras maurícias. Era o meu terceiro fórum mundial e estava ansiosa pelas experiências e aprendizados que teria. Apesar de encontrar um fórum com programação bastante confusa, duas das três palestras magistrais do evento garantiram o alcance das minhas expectativas. Valeram pelo evento inteiro. Aqui vou falar sobre uma delas.

A segunda palestra da programação ficou a cargo de Peter Norton, historiador e professor estadunidense. Intitulada ‘Recuperar o passado para ganhar o futuro’, o professor fez uma fala marcante e necessária sobre o poder da memória. Ativou um gatilho na minha cabeça.

No Brasil, assim como em muitos outros países, vivemos sob as regras de um sistema social e econômico capitalista, que tem como uma de suas mais perigosas características o poder de fazer crer que a maneira como as coisas estão não pode ser mudada. Sempre foi assim. Não há outro modo possível. Se não for assim, será a barbárie, o primitivismo desolador e perigoso.

Peter nos lembrou que a história, a memória, é escrita por quem mantém o status quo. Nos lembrou que o que parece ser a verdade é apenas uma questão de narrativa, de ponto de vista. Sendo apenas um lado da história, é possível reescrever a memória com os pontos que faltam, dando voz e vez à um passado negado. Mas, se o passado no passado está, qual é a importância de resgatá-lo? Fomos todos lembrados que o passado tem grande influência na forma como nos portamos no presente e no modo como preparamos o tempo que virá.

Disse o professor: “a forma de um certo passado justifica um certo futuro”. É para ajudar a empurrar o mundo para um futuro diferente do futuro que está fadado a encontrar, com base no passado contado hoje, que precisamos reescrever a história. É muito importante lembrar a quem não está na luta diária, em movimentos sociais e instituições, como era o Recife e todas as nossas cidades e povoações (pois havia gente em Brasília antes de Brasília) no tempo em que seu espaço público não tinha sido roubado das pessoas e dado aos veículos motorizados.

Fazer saber a todos que não foi sempre assim e que nossas cidades já foram as cidades humanas pelas quais lutamos hoje, e não faz muito tempo. Se já foi assim, é possível voltar a ser. Não é um desejo de inventar a roda, não cabe a contraposição que diz “não somos Amsterdã”, ou qualquer outra cidade na Europa. Nós já temos o que é preciso, pois nós já fomos Recife. Não há impossibilidade para reconhecer um caminho errado, aprender com ele e retraçar passos deixados de lado.

É importante também para acalentar quem está na linha de frente, os ativistas cansados de guerra, nas horas em que se desesperam por retrocessos e mudanças que nunca vêm. É importante lembrá-los de que nunca estiveram sozinhos, sempre houve luta. Sempre houve resistência. Nunca houve garantias. E nunca foi fácil. É necessário para aprendermos a ter ‘paciência histórica’, como ouvi um companheiro dizer, em alguma discussão nas belas ruas de Cusco.

Entendendo que a história é feita de altos e baixos, nos estimulando e inspirando por cidades para pessoas que já foram nossas próprias cidades, sabendo que nada é para sempre, entendemos que é preciso persistir. E resistir.

 

Autora: Lígia Lima, integrante da Ameciclo.

 

Este texto foi composto para o Edital 01/2018 “Você no FM7” promovido pela UCB – União de Ciclistas do Brasil e financiado pelo Itaú como resultado da participação do/a autor/a no 7º Fórum Mundial da Bicicleta (Lima/Peru – 22-26/02/2017).

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Convocatória para Assembleia Geral da UCB

Convoca CONVOCATÓRIA

 

Através da presente ficam convocadas todas as Associadas Instituições Atuantes da UCB – União de Ciclistas do Brasil para a Assembleia Geral:

  • Data: 10 de junho de 2018.
  • Horário: 10h20.
  • Local: Praça Mauá, 1 – Centro – Rio de Janeiro/RJ.
  • Pauta: 1) Reforma do Estatuto;
    ………….2) Reforma do Regimento Interno;
    ………….3) Homologação do Balanço Financeiro de 2017;
    ………….4) Assuntos gerais.

 

Balneário Camboriú/SC, 24 de maio de 2018.

 

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André Geraldo Soares
Diretor Presidente
União de Ciclistas do Brasil – UCB

 

Clique aqui para baixar a Convocatória em PDF.

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Edição 82 – Revista Bicicleta: O quê a reforma do CTB pode melhorar pra você, usuário da bicicleta?

Foto: Uirá Lourenço

EXTRA! EXTRA!

#BicicletaNoticias

Saiu a edição 82 da Revista Bicicleta! Continue lendo

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